Questionário sobre prevenção: primeiros resultados

Um questionário sobre crenças e opiniões relativo às opções de prevenção da infeção pelo VIH, conduzido pela NAM como parte do programa de prevenção europeu, concluiu que os respondedores acreditam que estar sob tratamento antirretroviral (TAR) é quase tão eficaz como prevenir a infeção pelo VIH com o uso do preservativo.

O questionário esteve disponível no aidsmap.com entre 15 de julho e 4 de outubro de 2013. Foi dirigido a pessoas que trabalhavam em organizações na área da infeção pelo VIH na Europa, apesar de qualquer pessoas poder participar, e foi respondido por 243 pessoas, com 71% (173) a responderem no idioma inglês. Pouco mais de metade dos respondedores (53%) trabalhava para uma organização na área da prevenção da infeção pelo VIH.

Em todo o questionário, 46% dos respondedores não era do Reino Unido e nas respostas dadas no idioma inglês, 25% era. A NAM recebeu respostas no idioma inglês de pessoas da Alemanha e Portugal e representados estavam países da Irlanda à Ucrânia. Os dados que se seguem são baseados apenas nas respostas dadas no idioma inglês.

O teste do VIH e a disponibilização de preservativos permanecem os recursos na área da prevenção que os respondedores acreditam ser importante priorizar. Quando questionados sobre se havia serviços específicos que deveriam ter prioridade máxima ou mínima, responderam que mais recursos deveriam ser alocados na disponibilização da terapêutica antirretroviral (TAR) para propósitos de prevenção e menos relativamente a serviços para pessoas que usam drogas e prevenção da transmissão mãe-filho (apesar de uma pessoas afirmar que “apenas por ser já altamente priorizado”). Apoiavam a alocação de mais financiamento para programas de alteração comportamental, apoio socioeconómico a pessoas em risco e profilaxia pré-exposição (PrEP), apesar de as duas últimas opções terem sido encaradas como prioridade relativamente baixa.

Os respondedores pensavam que a taxa de rastreio da infeção pelo VIH entre pessoas com quem trabalhavam era baixa, com uma média estimada de 37,5% para a proporção de pessoas que alguma vez tinha feito o teste. Tal pode ser ainda mais baixo do que a realidade, como demonstrado no recente estudo Nacional sobre Comportamentos Sexuais e Estilos de Vida (National Survey of Sexual Attitudes and Lifestyles, em inglês), de âmbito nacional (ver próximo artigo).

Tinham, de alguma forma, tendência para exagerar na eficácia consistente do uso do preservativo na prevenção da infeção pelo VIH: 57% pensa que o preservativo é eficaz em pelo menos 95%, enquanto 39% pensa que a TAR é eficaz na mesma proporção. Um em seis respondedores pensa que a TAR não é mais de 50% eficaz, enquanto ninguém pensa que o preservativo é menos de 65% eficaz. 

Os respondedores não tinham a certeza sobre a eficácia da PrEP – o que reflete o reporte de diferentes estudos sobre a eficácia deste método.

Quando questionados sobre se as pessoas que precisam de preservativos, tratamento como prevenção, profilaxia pós-exposição (PPE) ou PrEP tinham acesso aos mesmos na área geográfica: a proporção que concordou que conseguiam foi de 88% para os preservativos, 57% para o tratamento como prevenção, 67% para a PPE e apenas 18% para a PrEP. A maioria apoiou um maior acesso a preservativos e à PPE e uma pequena maioria (78%) apoiou maior acesso ao tratamento como prevenção. No geral, os respondedores apoiam o acesso à PrEP, com 60% a apoiar o acesso alargado, e apenas um em oito (12,4%) a opor-se, mas quase 30% tem dúvidas sobre tal.

Comentário: Esta é a primeira análise a estes dados, e vamos analisar também os respondedores de outros idiomas num artigo no próximo mês. A análise levou ainda a múltiplos comentários dos respondedores, que iremos analisar num artigo futuro. As estimativas para métodos eficazes de prevenção são interessantes: as pessoas tinham tendência a citar a eficácia do uso total do preservativo, em vez da típica eficácia de 100% no uso do preservativo como atestado em várias revisões de literatura. As estimativas sobre a eficácia da TAR e PrEP, por outro lado, parecem ser baseadas em informação mais sólida, baseada em estudos científicos.    

Aumento do rastreio do VIH no Reino Unido, mas apenas um quarto dos homens gay faz o teste precocemente

Os dados de três amostras de grandes dimensões e representativas da população do Reino Unido nas últimas duas décadas demonstram um aumento significativo no rastreio da infeção pelo VIH, em especial entre os homens que têm sexo com homens (HSH). Contudo, nos grupos de elevado risco, pouco menos de metade das pessoas entrevistadas tinha feito o teste do VIH nos últimos cinco anos, em contraste com os homens gay nos E.U.A. (consulte a próximo artigo).

Os dados estão entre aqueles publicados no mês passado no terceiro Estudo Nacional sobre Comportamentos Sexuais e Estilos de Vida (Natsal), no Reino Unido. Uma vez que este estudo recrutou uma grande amostra representativa de domicílios em toda a Grã-Bretanha, provavelmente disponibiliza um retrato preciso sobre os comportamentos relativos ao rastreio do VIH na população. O Natsal decorreu em 1990, 2000 e 2010. Nos estudos mais recentes, participaram 15 162 pessoas com idades entre os 16 e os 74 anos, com uma amostra desenhada para coincidir com o perfil da população do Reino Unido. 

Considerando que menos de 7% dos homens e 11% das mulheres fizeram o teste do VIH em 1990, 17% dos homens e 28% das mulheres fizeram-no em 2010. Houve mais pessoas em situação de risco a fazer o teste do VIH. Nas novas conclusões do estudo Natsal, 56% dos homens e 66% das mulheres com mais de dez parceiros sexuais nos últimos cinco anos fizeram o teste do VIH, 52% dos homens que têm sexo com homens nos últimos cinco anos e 44% dos homens africanos e mulheres respetivamente. Contudo, tal significa ainda que apenas 27% dos HSH fizeram o teste no ano passado.

A infeção pelo VIH no Reino Unido é ainda rara e fortemente restrita a pessoas com fatores de risco conhecidos, segundo concluiu o estudo Natsal de 2010. Em toda a população com idades compreendidas entre os 16 e os 44 anos, 2 em 1 000 homens (0,2%) e 1 em 1 000 mulheres (0,1%) estavam infetados pelo VIH. Este valor correspondeu a nove pessoas, todas pertencentes a grupos vulneráveis. 

Comentário: Os dados do estudo Natsal disponibilizam informação muito válida sobre a extensão da infeção pelo VIH em pessoas que não frequentam os serviços de saúde sexual e já foram utilizados para redefinir as estimativas sobre infeções pelo VIH não diagnosticadas na população geral. É interessante comparar os dados do teste do VIH nos homens que têm sexo com homens com os dados dos E.U.A. no artigo seguinte, onde dois terços dos homens gay fizeram o teste do VIH no ano passado – embora este levantamento não tenha sido realizado na população mas em HSH pertencentes à área urbana que frequentam locais de socialização gay.

Relações sexuais sem preservativo entre homens que têm sexo com homens estão a aumentar nos E.U.A.

A proporção de homens gay nos E.U.A. que tiveram relações sexuais anais sem preservativo pelo menos uma vez no ano passado aumentou em 9% nos últimos seis anos e o aumento é ainda maior nos homens seronegativos para o VIH e nos homens que não fizeram o teste, segundo demonstram os dados dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC). A proporção aumentou de 48% em 2005 para 57% em 2011. Nos homens, quer seronegativos para a infeção pelo VIH ou que não sabiam o estatuto serológico, houve um aumento de 10%, enquanto nos homens com infeção pelo VIH o aumento foi de 7% e não estatisticamente significativo. Relativamente a 2005, a proporção de homens que afirmaram ter relações sexuais sem preservativo aumentou em 21% nos homens seronegativos para o VIH ou que não tinham feito o teste e em 12,5% nos homens que vivem com VIH.

Nos homens que vivem com VIH, 56% dos homens de origem africana e 68% dos homens caucasianos afirmaram ter tido pelo menos uma relação sexual desprotegida em 2011; entre os homens seronegativos, a percentagem era de 49 e 58% respetivamente, com maiores taxas (62%) nos homens de origem hispânica seronegativos para o VIH.

O CDC analisou também a proporção de homens que não usaram preservativo na última relação sexual e, de seguida, a proporção de relações sexuais sem preservativo com parceiros sexuais de diferente estatuto serológico ou desconhecido; tal foi definido como práticas sexuais de risco. Concluíram que a proporção de homens com práticas sexuais de risco era essencialmente idêntica entre os homens seronegativos e aqueles com diagnóstico positivo para a infeção – 12 e 13% respetivamente – e que tinha ocorrido um decréscimo significativo nas práticas sexuais de risco entre os homens caucasianos seropositivos de 2008 a 2011, de 17 a 11%. Os homens seropositivos não diagnosticados tinham, talvez de forma não surpreendente, uma probabilidade duas a três vezes maior de relatar práticas sexuais de risco.

O CDC concluiu também que apenas 8% dos homens gay (nesta amostra urbana) nunca tinha feito o teste do VIH, que um terço dos homens seronegativos ou não diagnosticados tinha feito o teste nos três meses anteriores, 50% nos últimos seis meses e dois terços no último ano.

A prevalência do VIH entre os homens que nunca tinham feito o teste era de 12%, enquanto a prevalência de infeções não diagnosticadas era ainda maior nos homens que tiveram um resultado não reativo no último teste mas que não fizeram outro nos últimos cinco anos – 17%. Contudo, mesmo entre os homens que tinham feito um teste há menos de três meses, 4% tinham uma infeção não diagnosticada.

Comentário: Tal como acima referido, as taxas de rastreio entre os homens gay nos E.U.A. contrastam com as do estudo Natsal no Reino Unido, embora este não seja um inquérito representativo. A conclusão de que até entre pessoas com testes recentes, 4% tinham infeção pelo VIH é surpreendente, e reforça a ideia de que “testar e tratar” pode não ser suficiente para impedir a transmissão entre os homens gay. Entre outras conclusões, os dados do CDC mostram taxas consistentemente elevadas de uso do preservativo entre os homens de etnia africana, apesar de taxas muito superiores de prevalência do VIH: mais uma sugestão que aponta para a necessidade de ir além dos preservativos e rastreio para travar a infeção pelo VIH.

Notificação de parceiros altamente eficaz no diagnóstico de novas infeções

Contactar e notificar de forma sistemática os parceiros sexuais de pessoas com diagnóstico positivo para a infeção pelo VIH é uma forma altamente eficaz de detetar infeções não diagnosticadas, concluiu um balanço conduzido pela British HIV Association (BHIVA) e pela British Association for Sexual Health and HIV (BASHH).

A proporção de contactos de pessoas recém-diagnosticadas que também estavam infetadas pelo VIH foi de 21%, com uma subida para 26,5% se a pessoa com novo diagnóstico fosse parceira regular, afirmou o Dr. Michael Rayment do London Chelsea and Westminster Hospital à Autumn Conference 2013, da BHIVA.

Foram notificados 3 211 contactos das 2 470 pessoas recentemente diagnosticadas e estima-se que um total de 6 400 parceiros tenha sido contatado. Mas estima-se que 31% dos contactos referidos que tinham estado em risco não foram informados do mesmo e que dessas 422 pessoas não notificadas, um terço tinha provavelmente sido infetado.

Entre os informados e em situação de vulnerabilidade, 1 399 pessoas (52%) fizeram o teste do VIH e, desses, um em cinco tiveram um resultado reativo, ou um caso por 10 casos index.

A proporção de parceiros em risco que fizeram o teste foi calculada nos três meses após a notificação, mas após seis meses, 93% tinham ido fazer o teste e um ano após a notificação a percentagem era de 97.

Comentário: Tal como comentado por Michael Rayment, a notificação de parceiros sexuais é uma estratégia altamente eficaz para detetar a infeção pelo VIH. Contudo – e não surpreendentemente – enquanto 91% dos parceiros regulares tinha sido contatado após três meses, o mesmo tinha acontecido com apenas 41% dos ex-parceiros e 34% dos parceiros ocasionais contactáveis (e isso omite os parceiros ocasionais sem meio de contacto). A proporção de parceiros contactados também variava muito, de 62 a 97%, embora não seja claro se isso se deve a diferenças nas linhas orientadoras ou apenas aos recursos disponíveis.

As pessoas que não estão sob tratamento são as que mais contribuem para a transmissão de estirpes resistentes à terapêutica

Segundo uma investigação suíça, as pessoas que nunca tomaram a terapêutica antirretroviral (TAR) são a principal fonte de transmissão de estirpes do VIH resistentes à terapêutica entre os homens gay.

Os participantes do estudo Swiss HIV Cohort, que incluía a maior parte das pessoas que vivem com VIH no país, foram comparadas a dados sobre resistência à terapêutica antirretroviral. Foi possível identificar a potencial origem de transmissão da infeção na maior parte dos 8% dos participantes com transmissão de resistência à terapêutica e concluiu-se que até 86% destes participantes podem ter contraído o VIH de uma pessoa naïve para o tratamento (alguém que não estivera antes sob TAR).

As pessoas com transmissão de resistência à terapêutica tinham 50% mais probabilidade de serem diagnosticadas durante a primo infeção. A potencial origem de 52% de infeções que envolvem a transmissão de resistência dizem respeito a pessoas em primo infeção, comparativamente a 31% das pessoas que não transmitiram resistências.

A maior parte (81%) das pessoas com transmissão de resistência à terapêutica contraíram um vírus resistente a uma única classe de medicamentos antirretrovirais, mas 11% tinham resistência a duas classes e 7% a três.

Recorrendo a uma análise filogenética, os investigadores concluíram que dois terços dos participantes no estudo pertenciam a um cluster de transmissão que consistia numa ou mais infeções associadas.

As mutações de resistência transmitidas podem ser muito persistentes: foram identificadas duas longas cadeias de transmissão, ambas envolvendo a infeção pelo VIH com a mutação L90M. Isto confere resistência aos inibidores da protéase nelfinavir e saquinavir, que já não usados.

Comentário: A resistência adquirida durante a toma da TAR deve-se geralmente a uma má adesão à terapêutica e a medicamentos pouco potentes. Estes fatores são suscetíveis a intervenção individual e a proporção de pessoas com resistência adquirida é agora muito mais baixa do que nos primeiros anos da terapêutica de combinação. No entanto, este estudo sugere que quando uma mutação de resistência atinge a população não tratada, esta pode tornar-se extraordinariamente persistente. Este estudo fornece mais um argumento para o rastreio mais frequente em grupos mais vulneráveis e tratamento precoce das pessoas diagnosticadas com infeção pelo VIH.

HPV aumenta risco de infeção pelo VIH em homens – gay e hetero

O vírus do papiloma humano (HPV) é muito comum. Algumas estirpes estão associadas a verrugas genitais e outras a alterações celulares que, se não tratadas, podem conduzir a alguns tipos de cancro.

Um estudo concluiu que o risco de contrair a infeção pelo VIH aumenta entre homens com infeção pelo HPV no tecido peniano. Já foi comprovado que o HPV aumenta o risco de infeção pelo VIH entre as mulheres e isto implicaria que o risco é semelhante entre homens com infeção anal pelo HPV – contudo, este novo estudo demonstra que o risco também existe entre os homens com infeção pelo HPV no tecido peniano e é, por isso, menos específico nos homens gay (embora os homens heterossexuais também possam contrair a infeção anal).

Nos 30 meses de acompanhamento do ensaio clínico controlado, randomizado e voluntário de circuncisão médica masculina feito em Kisumu, no Quénia, 61 (2,4%) homens contraíram a infeção pelo VIH.

A infeção peniana pelo HPV estava presente em 61% dos homens com seroconversão para a infeção pelo VIH. Embora com pouca relevância estatística, após o controlo das potenciais variáveis, concluiu-se que a infeção com qualquer tipo de HPV aumentava em 72% a vulnerabilidade à infeção pelo VIH e que a infeção com estirpes do HPV com maior risco de doença oncológica aumentavam essa vulnerabilidade em 92%. Os homens com três ou mais tipos de HPV estavam três vezes mais vulneráveis à infeção pelo VIH que as pessoas não infetadas.

De acordo com os investigadores, a vacinação contra o HPV pode não fazer grande diferença nesta população em particular. As infeções com os tipos 16 e 18, associadas a vários tipos de cancro e cobertos pelos dois tipos de vacina para o HPV, eram comparativamente raras; na maior parte dos casos, as pessoas estavam infetadas por outras estirpes não protegidas pela vacina.

Entretanto, num outro estudo, concluiu-se que para os homens seropositivos para o VIH, com carga viral abaixo de 50 cópias/ml e contagem de CD4 superior a 350 células/mm3 a vacina é uma forma de proteção contra as estirpes de HPV de elevado risco.

Comentário: Embora os investigadores afirmassem que a infeção pelas estirpes 16 e 18 do HPV, as mais comuns e que mais conduzem a doenças oncológicas, fosse relativamente rara, a Gardasil®, vacina atualmente usada no Reino Unido, também protege contra as estirpes 6 e 11, as duas associadas a verrugas genitais. Este estudo fornece evidência que sugere que uma maior cobertura da vacina contra o HPV pode contribuir quer para proteger as populações mais vulneráveis à infeção pelo VIH, quer para proteger as pessoas seronegativas e seropositivas de desenvolverem cancro. 

Outras notícias recentes

Aumenta a diversidade de experiências sexuais no Reino Unido

Nas últimas décadas houve uma mudança significativa nos comportamentos sexuais e estilos de vida dos britânicos, de acordo com o Estudo Nacional sobre Comportamentos sexuais e Estilos de Vida (Natsal) de 2010. A diferença ao nível do comportamento sexual dos homens e das mulheres está a diminuir, muitas pessoas aumentaram o número de parceiros sexuais e existe forte evidência de continuação de atividade sexual à medida que as pessoas envelhecem. Um em quarenta homens e uma em trinta mulheres referem ter tido um parceiro sexual do mesmo sexo nos últimos cinco anos.

É urgente abordar o “ressurgimento” da epidemia global entre os homens gay

Há um potencial aumento catastrófico da epidemia de VIH entre os homens gay e homens que têm sexo com homens (HSH) em todo o mundo, declarou no passado mês, o Professor Kevin Fenton, Diretor Nacional de Saúde e Bem-estar na Public Health England, durante a Autumn Conference 2013, da BHIVA.

Hábitos religiosos associados ao diagnóstico tardio da infeção pelo VIH entre os HSH norte-americanos

De acordo com uma investigação norte-americana, a frequência de locais de culto está associada a um diagnóstico tardio da infeção pelo VIH entre os homens que têm sexo com homens (HSH). Um estudo realizado no Alabama concluiu que os HSH que frequentavam a igreja tinham o dobro da probabilidade de ter uma contagem de CD4 inferior a 200 células/mm3 aquando do diagnóstico, quando comparados aos HSH que não vão à igreja. Existia também alguma evidência que apontava para o facto de a frequência de locais de culto estar associada a menos pessoas a realizar o teste do VIH entre o grupo HSH.

Maior número de sempre de diagnósticos positivos entre homens gay no Reino Unido

O Public Health England estima que cerca de 2 400 homens que têm sexo com homens contraíram a infeção pelo VIH este ano – um número que não mudou na última década. Em 2012, 3 250 homens gay no Reino Unido tiveram diagnóstico positivo, o maior número alguma vez relatado. Contudo, as boas notícias são que a proporção de homens gay a viver com a infeção sem o saber desceu de 26% para 18% em 2012.