YOU ARE HERE:
Quais os homossexuais que devem ser alvo de prevenção?
Investigadores presentes na Conferência Internacional sobre SIDA, na Cidade do México, apresentaram diversas possibilidades melhorar caracterizar os homens homossexuais que têm maior possibilidade de se infectar com o VIH e quem deverá ser o principal alvo das intervenções de prevenção.
A oradora, Tania Gibbie, utilizou dados relativos aos factores que estão associados aos riscos sexuais, de forma a desenvolver um método fácil que possa ser utilizado pelos cuidados de saúde primários. O estudo é, provavelmente, pouco interessante no que se refere às suas conclusões (baseado numa amostra pequena), quando comparado com a forma em como os dados foram utilizados numa ferramenta prática que poderá ajudar o pessoal técnico de saúde a identificar os homens que precisam de apoio na prevenção do VIH.
O estudo foi baseado numa amostra de 152 homens homossexuais ou bissexuais que frequentavam uma clínica de cuidados de saúde primários na Austrália (35% dos quais eram seropositivos para o VIH). A análise multivariável permitiu encontrar um determinado número de factores associados a práticas de relações sexuais anais desprotegidas com parceiros casuais serodiscordantes ou com uma recente infecção sexualmente transmissível. Foi, então, elaborado e aplicado um questionário para identificar os homens com estas características.
O questionário foi o seguinte (respostas de escolha múltipla e sistema de pontuação não incluído):
O questionário será agora validado através de um grupo maior de homens. No entanto, muitos estudos anteriores, em diversos cenários, já disponibilizaram variados dados sobre os factores associados aos riscos sexuais, reforçando a capacidade de que a existência de dados pode ser utilizada no desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico similares.
Um outro estudo apresentado durante a conferência, foi interessante pela forma como utilizou definições de emergência sobre infecciosidade (em acordo com as orientações Suíças) como parte da avaliação dos homens que correm riscos sexuais. Kenneth Mayer agrupou características biológicas e comportamentais para definir o que ele designou por “transmissores de alto risco”. São homens seropositivos para o VIH que:
O estudo de Mayer foi conduzido com 201 homens homossexuais e bissexuais seropositivos para o VIH que frequentavam a Fenway Community Health, em Boston. Neste grupo, 45% foi classificado como “transmissores de alto risco”.
Análises multivariáveis foram utilizadas para identificar os factores de pertença a este grupo. Diversos factores de risco relacionados com a utilização de drogas: mais de cinco bebidas alcoólicas por dia, utilização de drogas e de crystal meth (metamfetaminas). A acrescentar, enquanto que o facto de estar diagnosticado com VIH há menos de nove anos foi associado a “transmissores de alto risco”, a idade jovem não o foi. Foi sugerido que isto poderá suceder pelo facto de estarem em contacto com os serviços de saúde para o VIH há mais tempo, ou porque existe uma mudança na geração sob terapêutica anti-retroviral (TARV).
Referências
Gibbie T High risk sexual behaviour in men who have sex with men: the development of a sexual risk behaviour screening tool. XVII International AIDS Conference, Mexico City, abstract MOAC0101, August 4 2008.
Mayer K Which HIV-infected men who have sex with men (MSM) in care are most likely to transmit HIV to others? XVII International AIDS Conference, Mexico City, abstract THPDC201, August 7 2008.
A oradora, Tania Gibbie, utilizou dados relativos aos factores que estão associados aos riscos sexuais, de forma a desenvolver um método fácil que possa ser utilizado pelos cuidados de saúde primários. O estudo é, provavelmente, pouco interessante no que se refere às suas conclusões (baseado numa amostra pequena), quando comparado com a forma em como os dados foram utilizados numa ferramenta prática que poderá ajudar o pessoal técnico de saúde a identificar os homens que precisam de apoio na prevenção do VIH.
O estudo foi baseado numa amostra de 152 homens homossexuais ou bissexuais que frequentavam uma clínica de cuidados de saúde primários na Austrália (35% dos quais eram seropositivos para o VIH). A análise multivariável permitiu encontrar um determinado número de factores associados a práticas de relações sexuais anais desprotegidas com parceiros casuais serodiscordantes ou com uma recente infecção sexualmente transmissível. Foi, então, elaborado e aplicado um questionário para identificar os homens com estas características.
O questionário foi o seguinte (respostas de escolha múltipla e sistema de pontuação não incluído):
- Com quantos parceiros casuais teve sexo anal nos últimos três meses?
- Nos últimos três meses, com que regularidade utilizou os seguintes argumentos de forma a assegurar a prática de sexo seguro: capacidade assertiva; negociação do sexo seguro; dizer “não” sob pressão; conhecimento de práticas de sexo seguro. (os homens que responderam “algumas vezes” ou “nunca” foram considerados como em risco).
- Acredita que a terapêutica anti-retroviral (tratamento para o VIH) reduziu o seu risco de infectar ou de transmitir o VIH?
- Por favor, indique até que ponto concorda com a seguinte afirmação: “Eu gosto da sensação de penetração sem o preservativo”.
- Nos últimos seis meses consumiu marijuana?
O questionário será agora validado através de um grupo maior de homens. No entanto, muitos estudos anteriores, em diversos cenários, já disponibilizaram variados dados sobre os factores associados aos riscos sexuais, reforçando a capacidade de que a existência de dados pode ser utilizada no desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico similares.
Um outro estudo apresentado durante a conferência, foi interessante pela forma como utilizou definições de emergência sobre infecciosidade (em acordo com as orientações Suíças) como parte da avaliação dos homens que correm riscos sexuais. Kenneth Mayer agrupou características biológicas e comportamentais para definir o que ele designou por “transmissores de alto risco”. São homens seropositivos para o VIH que:
- Têm a carga viral acima das 75 cópias/ml e que tiveram sexo anal desprotegido nos últimos seis meses com um parceiro cujo estatuto serológico é desconhecido, ou
- Tenham tido gonorreia, sífilis ou Chlamydia no ano anterior e que tenham praticado sexo anal desprotegido com um parceiro sexual cujo estatuto serológico era desconhecido ou negativo para o VIH, nos últimos seis meses.
O estudo de Mayer foi conduzido com 201 homens homossexuais e bissexuais seropositivos para o VIH que frequentavam a Fenway Community Health, em Boston. Neste grupo, 45% foi classificado como “transmissores de alto risco”.
Análises multivariáveis foram utilizadas para identificar os factores de pertença a este grupo. Diversos factores de risco relacionados com a utilização de drogas: mais de cinco bebidas alcoólicas por dia, utilização de drogas e de crystal meth (metamfetaminas). A acrescentar, enquanto que o facto de estar diagnosticado com VIH há menos de nove anos foi associado a “transmissores de alto risco”, a idade jovem não o foi. Foi sugerido que isto poderá suceder pelo facto de estarem em contacto com os serviços de saúde para o VIH há mais tempo, ou porque existe uma mudança na geração sob terapêutica anti-retroviral (TARV).
Referências
Gibbie T High risk sexual behaviour in men who have sex with men: the development of a sexual risk behaviour screening tool. XVII International AIDS Conference, Mexico City, abstract MOAC0101, August 4 2008.
Mayer K Which HIV-infected men who have sex with men (MSM) in care are most likely to transmit HIV to others? XVII International AIDS Conference, Mexico City, abstract THPDC201, August 7 2008.
