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A Organização Mundial do Saúde (OMS) considera que os progressos na luta contra a Tuberculose poderão estar a abrandar
Novos dados, publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a 19 de Março, mostram que, em 2006, houve mais de 9 milhões de novos casos de Tuberculose (TB) e 1.7 milhões de pessoas morreram devido a esta doença. Apesar de ter havido uma descida em relação ao ano anterior, os números indicam que os esforços na luta contra esta doença poderão estar a abrandar.
O relatório alerta, também, que o progresso contra a tuberculose fármaco-resistente ficou muito aquém daquilo que é necessário.
Dados estatísticos reunidos pela OMS através do sistema de relatórios governamentais nacionais indicam que, em 2006, a prevalência total de tuberculose foi de 14.4 milhões. Destes, 9.2 milhões correspondem a novos casos de infecção. A incidência da Tuberculose baixou 0.6% quando comparada com o ano de 2005, mas devido ao aumento da população mundial, houve efectivamente mais novos casos de Tuberculose em 2006 do que em 2005.
O número de mortes devido a esta doença desceu, quando comparado com o ano anterior, mas os dados publicados pela OMS referem um abrandamento no declínio da mortalidade entre os anos de 2001 e 2005. Dos 1.7 milhões de mortes por TB, cerca de 200,00 foram em pessoas infectadas pelo VIH.
Em todas as regiões do mundo, a descida na taxa de mortalidade causada pela Tuberculose ficou abaixo dos objectivos propostos pela OMS. A África e a Europa (incluindo a Europa de Leste e a Rússia) estiveram mais perto de cumprir os seus objectivos.
Os dados do relatório indicam que pouco menos de 85% das pessoas com Tuberculose completaram o tratamento quase alcançando a meta planeada pela OMS. No entanto, apesar do elevado número de pessoas tratadas não foram feitos progressos suficientes no que diz respeito à redução da prevalência e incidência da TB, o que é muito frustrante.
A despistagem do VIH aumentou entre os doentes com tuberculose, com 12% dos mesmos a serem testados.
Níveis particularmente elevados de despistagem foram alcançados em onze países africanos que, no seu conjunto têm mais de 50% de casos de Tuberculose em doentes seropositivos para o VIH. Três destes países – Ruanda (76%), Malawi (64%) e Quénia (60%) ultrapassaram claramente o objectivo regional da OMS que era de 51%.
O número de doentes com VIH a fazer tratamento anti-retroviral mais do que duplicou nos países com recursos limitados, passando dos 29.000, em 2005, para 76.000, em 2006. Mas a despistagem de Tuberculose em pessoas seropositivas para o VIH ficou muito aquém das expectativas. A OMS pretende que 11 milhões de doentes com VIH façam o rastreio da TB, mas, em 2006, apenas 312.000 o fizeram.
Mais de 23.000 casos de Tuberculose multi-resistente (TB-MR) foram diagnosticados em 2006, mais de metade na Europa (principalmente na Europa de Leste e Rússia). Estima-se que, em 2008, cerca de 50.000 doentes com TB-MR sejam inseridos em programas de tratamento adequados, números muito abaixo dos 98.000 previstos.
Apesar de em 2006 terem sido gastos mundialmente $3.3 biliões na prevenção e tratamento para a TB (quase um $1 bilião a menos do que em 2001), continuam a faltar fundos no valor de $385 milhões e apenas 22 países assumem que têm capacidade para desenvolver os seus programas de luta contra a Tuberculose.
Estima-se que o financiamento para a TB terá de aumentar em mais de $1 bilião para cumprir as exigências dos programas de prevenção e tratamento do VIH e da TB, bem como da gestão da TB-MR e da TB-XDR (Tuberculose extensivamente resistente aos medicamentos).
O relatório alerta, também, que o progresso contra a tuberculose fármaco-resistente ficou muito aquém daquilo que é necessário.
Dados estatísticos reunidos pela OMS através do sistema de relatórios governamentais nacionais indicam que, em 2006, a prevalência total de tuberculose foi de 14.4 milhões. Destes, 9.2 milhões correspondem a novos casos de infecção. A incidência da Tuberculose baixou 0.6% quando comparada com o ano de 2005, mas devido ao aumento da população mundial, houve efectivamente mais novos casos de Tuberculose em 2006 do que em 2005.
O número de mortes devido a esta doença desceu, quando comparado com o ano anterior, mas os dados publicados pela OMS referem um abrandamento no declínio da mortalidade entre os anos de 2001 e 2005. Dos 1.7 milhões de mortes por TB, cerca de 200,00 foram em pessoas infectadas pelo VIH.
Em todas as regiões do mundo, a descida na taxa de mortalidade causada pela Tuberculose ficou abaixo dos objectivos propostos pela OMS. A África e a Europa (incluindo a Europa de Leste e a Rússia) estiveram mais perto de cumprir os seus objectivos.
Os dados do relatório indicam que pouco menos de 85% das pessoas com Tuberculose completaram o tratamento quase alcançando a meta planeada pela OMS. No entanto, apesar do elevado número de pessoas tratadas não foram feitos progressos suficientes no que diz respeito à redução da prevalência e incidência da TB, o que é muito frustrante.
A despistagem do VIH aumentou entre os doentes com tuberculose, com 12% dos mesmos a serem testados.
Níveis particularmente elevados de despistagem foram alcançados em onze países africanos que, no seu conjunto têm mais de 50% de casos de Tuberculose em doentes seropositivos para o VIH. Três destes países – Ruanda (76%), Malawi (64%) e Quénia (60%) ultrapassaram claramente o objectivo regional da OMS que era de 51%.
O número de doentes com VIH a fazer tratamento anti-retroviral mais do que duplicou nos países com recursos limitados, passando dos 29.000, em 2005, para 76.000, em 2006. Mas a despistagem de Tuberculose em pessoas seropositivas para o VIH ficou muito aquém das expectativas. A OMS pretende que 11 milhões de doentes com VIH façam o rastreio da TB, mas, em 2006, apenas 312.000 o fizeram.
Mais de 23.000 casos de Tuberculose multi-resistente (TB-MR) foram diagnosticados em 2006, mais de metade na Europa (principalmente na Europa de Leste e Rússia). Estima-se que, em 2008, cerca de 50.000 doentes com TB-MR sejam inseridos em programas de tratamento adequados, números muito abaixo dos 98.000 previstos.
Apesar de em 2006 terem sido gastos mundialmente $3.3 biliões na prevenção e tratamento para a TB (quase um $1 bilião a menos do que em 2001), continuam a faltar fundos no valor de $385 milhões e apenas 22 países assumem que têm capacidade para desenvolver os seus programas de luta contra a Tuberculose.
Estima-se que o financiamento para a TB terá de aumentar em mais de $1 bilião para cumprir as exigências dos programas de prevenção e tratamento do VIH e da TB, bem como da gestão da TB-MR e da TB-XDR (Tuberculose extensivamente resistente aos medicamentos).
