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A Conferência Internacional sobre SIDA vem à América Latina
A primeira Conferência Internacional sobre SIDA focada na América Latina começa amanhã, na Cidade do México, a maior cidade do mundo de língua espanhola. A conferência, que se realiza de dois em dois anos, é o maior acontecimento desta área, que junta especialistas, activistas, pessoas que vivem com VIH, médicos e, este ano, conta com mais de 22 000 delegados.
A reunião deste ano terá em atenção o facto de a epidemia ser muito distinta na América Latina e nas Caraíbas. Abordará, mais do que em outras conferências internacionais até à data, a comunidade dos homens que têm sexo com homens, através da realização de uma pré-conferência dedicada ao assunto e de outras sessões e simpósios que irão reforçar a necessidade de trabalhar numa prevenção mais eficaz junto dos homossexuais e bissexuais e, em especial, em regiões de recursos limitados.
A reunião reforçará também a necessidade de colocar os grupos marginalizados no centro dos programas nacionais de resposta à infecção pelo VIH, combatendo o estigma e à descriminação.
Na América Latina, a infecção pelo VIH afecta grupos predominantemente os homens que têm sexo com homens, os trabalhadores do sexo e utilizadores de droga injectada. Todos grupos altamente estigmatizados nesta região do globo. Mais de dois milhões de pessoas vivem com o VIH – números superiores aos da Europa Ocidental e dos Estados Unidos da América em conjunto – contudo, a prevalência do VIH é menor quando comparada com a África subsahariana, com cerca de 0,5%. Isto duplica a dificuldade de as comunidades afectadas chamarem à atenção para a doença e obterem prioridade, apesar do sucesso notável do Brasil.
A nível global, a Conferência Mundial de 2008 reforçará a necessidade de novas formas de investigação na área da prevenção do VIH, após a decepção nos ensaios biomédicos preventivos realizados com os microbicidas e as vacinas. A utilização de medicamentos anti-retrovirais em gel vaginal será um dos assuntos em discussão, através da apresentação de estudos em animais, mostrando que esta abordagem para ser promissor.
Mas o ponto alto da conferência incidirá na seguinte questão: quando uma pessoa tem carga viral indetectável para o VIH no sangue, deixa de infectar outros? Recentes conclusões da Swiss Federal AIDS Commission sobre pessoas heterossexuais numa relação monogâmica, em que o parceiro seropositivo para o VIH tem a carga viral indetectável e ambos não apresentam nenhuma infecção de transmissão sexual (IST), podem deixar de utilizar o preservativo devido a um risco teórico reduzido de infecção, tem sido debatido a nível mundial e deverá surgir novamente em diversas sessões no decorrer da semana.
Um outro assunto que originou debate e protesto é a crescente tendência internacional de aplicar sanções às pessoas que vivem com o VIH e que transmitem o vírus. Numerosas sessões e apresentações durante esta semana vão examinar as consequências desta tendência e ilustrar o desenvolvimento desta perspectiva punitiva na resposta internacional para o VIH.
Tal como em Banguecoque (2004) e em Toronto (2006), a abordagem sobre os tratamentos incidirá no alargamento do acesso à TAR nos países em desenvolvimento. Este ano, com mais de 3 milhões de pessoas em tratamento, as sessões darão atenção particular á forma como o acesso aos tratamentos poderá ser mais alargado, através da responsabilização da prescrição e monitorização do tratamento por pessoas que não são médicas, tais como enfermeiras e outro pessoal técnico de saúde.
Será também discutido a maior disponibilização de medicamentos para as crianças e o aumento do número de mulheres que têm acesso à TAR, como meio de prevenção da transmissão do VIH entre mãe - filho. Os níveis de cobertura continuam entre os 20% e os 30% em muitos dos países africanos, a região com a maior taxa de cobertura apesar da eficácia comprovada na administração, de curta duração, de um ou dois medicamentos para as mães no período do parto.
Durante esta semana, a aidsmap.com irá fazer uma cobertura extensa de artigos sobre a XVII Conferência Internacional sobre SIDA. Através do boletim diário, publicará outros artigos pertinentes. Caso ainda não receba as noticias, por favor inscreva-se aqui.
Poderá também ver alguns momentos das sessões da conferência no site da Kaiser Network HIV/AIDS, e ouvir os comentários de especialistas em podcast no Clinical Care Options for HIV website.
A reunião deste ano terá em atenção o facto de a epidemia ser muito distinta na América Latina e nas Caraíbas. Abordará, mais do que em outras conferências internacionais até à data, a comunidade dos homens que têm sexo com homens, através da realização de uma pré-conferência dedicada ao assunto e de outras sessões e simpósios que irão reforçar a necessidade de trabalhar numa prevenção mais eficaz junto dos homossexuais e bissexuais e, em especial, em regiões de recursos limitados.
A reunião reforçará também a necessidade de colocar os grupos marginalizados no centro dos programas nacionais de resposta à infecção pelo VIH, combatendo o estigma e à descriminação.
Na América Latina, a infecção pelo VIH afecta grupos predominantemente os homens que têm sexo com homens, os trabalhadores do sexo e utilizadores de droga injectada. Todos grupos altamente estigmatizados nesta região do globo. Mais de dois milhões de pessoas vivem com o VIH – números superiores aos da Europa Ocidental e dos Estados Unidos da América em conjunto – contudo, a prevalência do VIH é menor quando comparada com a África subsahariana, com cerca de 0,5%. Isto duplica a dificuldade de as comunidades afectadas chamarem à atenção para a doença e obterem prioridade, apesar do sucesso notável do Brasil.
A nível global, a Conferência Mundial de 2008 reforçará a necessidade de novas formas de investigação na área da prevenção do VIH, após a decepção nos ensaios biomédicos preventivos realizados com os microbicidas e as vacinas. A utilização de medicamentos anti-retrovirais em gel vaginal será um dos assuntos em discussão, através da apresentação de estudos em animais, mostrando que esta abordagem para ser promissor.
Mas o ponto alto da conferência incidirá na seguinte questão: quando uma pessoa tem carga viral indetectável para o VIH no sangue, deixa de infectar outros? Recentes conclusões da Swiss Federal AIDS Commission sobre pessoas heterossexuais numa relação monogâmica, em que o parceiro seropositivo para o VIH tem a carga viral indetectável e ambos não apresentam nenhuma infecção de transmissão sexual (IST), podem deixar de utilizar o preservativo devido a um risco teórico reduzido de infecção, tem sido debatido a nível mundial e deverá surgir novamente em diversas sessões no decorrer da semana.
Um outro assunto que originou debate e protesto é a crescente tendência internacional de aplicar sanções às pessoas que vivem com o VIH e que transmitem o vírus. Numerosas sessões e apresentações durante esta semana vão examinar as consequências desta tendência e ilustrar o desenvolvimento desta perspectiva punitiva na resposta internacional para o VIH.
Tal como em Banguecoque (2004) e em Toronto (2006), a abordagem sobre os tratamentos incidirá no alargamento do acesso à TAR nos países em desenvolvimento. Este ano, com mais de 3 milhões de pessoas em tratamento, as sessões darão atenção particular á forma como o acesso aos tratamentos poderá ser mais alargado, através da responsabilização da prescrição e monitorização do tratamento por pessoas que não são médicas, tais como enfermeiras e outro pessoal técnico de saúde.
Será também discutido a maior disponibilização de medicamentos para as crianças e o aumento do número de mulheres que têm acesso à TAR, como meio de prevenção da transmissão do VIH entre mãe - filho. Os níveis de cobertura continuam entre os 20% e os 30% em muitos dos países africanos, a região com a maior taxa de cobertura apesar da eficácia comprovada na administração, de curta duração, de um ou dois medicamentos para as mães no período do parto.
Durante esta semana, a aidsmap.com irá fazer uma cobertura extensa de artigos sobre a XVII Conferência Internacional sobre SIDA. Através do boletim diário, publicará outros artigos pertinentes. Caso ainda não receba as noticias, por favor inscreva-se aqui.
Poderá também ver alguns momentos das sessões da conferência no site da Kaiser Network HIV/AIDS, e ouvir os comentários de especialistas em podcast no Clinical Care Options for HIV website.
