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O VIH é um “desastre global”, de acordo com o editorial da revista The Lancet, de 5 de Julho de 2008
O editorial foi escrito para dar ênfase ao Relatório dos Desastres Mundiais de 2008 da Federação Internacional das sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (IFRC). Ao contrário dos relatórios anteriores da IFRC, que se focavam em catástrofes naturais, o relatório deste ano foca-se apenas na problemática do VIH.
Tanto o relatório como o editorial do The Lancet contestam categoricamente as recentes sugestões que afirmam que a escala e o impacto global da epidemia do VIH foram exageradas e que o VIH recebeu uma injustificada proporção dos recursos mundiais de saúde.
Existem três mensagens centrais no relatório da IFRC:
O relatório sugere que as várias consequências do VIH significam que se trata de um desastre complexo e a longo prazo. Por exemplo, na África austral, o VIH tem, o que o The Lancet afirma ser, um “efeito catastrófico na população, nos sistemas de saúde, na economia e na estabilidade social.”
Segundo o relatório, países com uma epidemia generalizada do VIH enfrentam um “desastre”. Além disso, em países com epidemias mais concentradas, o VIH tem efeitos devastadores nos grupos marginalizados mais afectados pelo vírus.
“O IFRC tem razão em levantar estas questões”, diz o editorial do The Lancet, “25 anos depois do início da epidemia, os governos deveriam concentrar os programas de VIH/SIDA nos mais necessitados, os doadores devem garantir que o seu apoio é eficiente e que as decisões da política pública devem ser baseadas em provas em vez de o serem em julgamentos morais.”
As organizações humanitárias necessitam de aumentar a escala e o alcance dos seus esforços contra o VIH, diz a IFRC. “Concordamos”, escrevem os autores do editorial, “que a epidemia do VIH/SIDA merece uma atenção acrescida da comunidade humanitária.
Referência
HIV/AIDS: a global disaster The Lancet 372 (online edition), July 5th, 2008.
International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies. World Disasters Report 2008 - Focus on HIV and AIDS
Tanto o relatório como o editorial do The Lancet contestam categoricamente as recentes sugestões que afirmam que a escala e o impacto global da epidemia do VIH foram exageradas e que o VIH recebeu uma injustificada proporção dos recursos mundiais de saúde.
Existem três mensagens centrais no relatório da IFRC:
- Os esforços para controlar o VIH não estão dirigidos aos grupos correctos. O relatório destaca a forma como muitos países com uma epidemia do VIH concentrada em grupos em grande risco (tais como homens que têm sexo com homens, trabalhadores do sexo e utilizadores de drogas injectáveis) não alocaram recursos para prevenir a transmissão do VIH nestas comunidades. Em vez disso, optaram por mensagens de prevenção mais generalistas, frequentemente a partir das escolas.
- O dinheiro angariado através das organizações doadoras não é encaminhado para onde é mais necessário. Diz o relatório que, devido à burocracia e falta de coordenação, os fundos não estão a chegar às comunidades que deles mais necessitam.
- Comunidades altamente vulneráveis ao VIH – tais como homens que têm sexo com homens, trabalhadores do sexo e utilizadores de drogas injectáveis – são frequentemente estigmatizados e sofrem descriminação. A prevenção do VIH está a ser frustrada pela criminalização destes grupos, os quais, segundo o relatório, têm pouco acesso a serviços de tratamento e de prevenção.
O relatório sugere que as várias consequências do VIH significam que se trata de um desastre complexo e a longo prazo. Por exemplo, na África austral, o VIH tem, o que o The Lancet afirma ser, um “efeito catastrófico na população, nos sistemas de saúde, na economia e na estabilidade social.”
Segundo o relatório, países com uma epidemia generalizada do VIH enfrentam um “desastre”. Além disso, em países com epidemias mais concentradas, o VIH tem efeitos devastadores nos grupos marginalizados mais afectados pelo vírus.
“O IFRC tem razão em levantar estas questões”, diz o editorial do The Lancet, “25 anos depois do início da epidemia, os governos deveriam concentrar os programas de VIH/SIDA nos mais necessitados, os doadores devem garantir que o seu apoio é eficiente e que as decisões da política pública devem ser baseadas em provas em vez de o serem em julgamentos morais.”
As organizações humanitárias necessitam de aumentar a escala e o alcance dos seus esforços contra o VIH, diz a IFRC. “Concordamos”, escrevem os autores do editorial, “que a epidemia do VIH/SIDA merece uma atenção acrescida da comunidade humanitária.
Referência
HIV/AIDS: a global disaster The Lancet 372 (online edition), July 5th, 2008.
International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies. World Disasters Report 2008 - Focus on HIV and AIDS
