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Carga viral indetectável

O que é carga viral indetectável?

Todos os exames de carga viral possuem um ponto limite abaixo do qual não se pode detectar o HIV com certeza. Esse ponto é chamado de limite de detecção e varia dependendo do equipamento utilizado em cada exame.

No entanto, mesmo que o nível de HIV seja muito baixo para ser medido por esses exames, isso não significa necessariamente que o vírus tenha desaparecido por completo. Este pode ainda estar presente no seu sangue, mas em quantidades tão pequenas, que o exame não consegue detectar. Os exames de carga viral medem somente a quantidade de HIV no sangue. Mesmo que você apresente uma carga viral indetectável, isso não significa que sua carga viral em outras partes do seu corpo, como nos seus linfonodos, seja indetectável.

Quais são os limites de detecção dos exames atuais?

No passado, o limite mais baixo de detecção era de 400 ou 500 cópias. No entanto, exames ultra-sensíveis que medem abaixo de 50 cópias estão agora sendo utilizados mais extensivamente. Alguns exames podem detectar índices até mais baixos do que esses. Eles são principalmente usados em pesquisas.

A importância de uma carga viral indetectável

Apresentar uma carga viral indetectável é desejável por duas razões:

  • risco muito baixo de desenvolver AIDS;
  • risco muito baixo de desenvolver resistência a medicamentos que você vem tomando.

Atualmente, os médicos acreditam que uma carga viral indetectável (abaixo de 50 cópias) deva ser o objetivo do tratamento.

Algumas pessoas levam de três a seis meses para alcançar esse ponto, enquanto outras chegam abaixo do limite de detecção dentro de quatro a doze semanas, e algumas podem nunca atingir essa meta.

Pessoas tomando medicamentos anti­-HIV pela primeira vez têm maior probabilidade de reduzir suas cargas virais para esses níveis bem baixos, do que aquelas que estavam anteriormente em tratamento.

Alguns médicos recomendarão que você mude a sua combinação ou adicione um outro medicamento, caso você não tenha carga viral indetectável após três meses, com uma nova combinação de medicamentos.

Entretanto, os médicos apresentam diferentes opiniões a respeito da rapidez com que o medicamento deve ser mudado. Alguns favorecem a mudança ‘cedo’ a fim de que o risco de resistência seja reduzido. Outros argumentam que isso pode causar a interrupção dos medicamentos dos quais você ainda estava se beneficiando. Vide abaixo Alterações na carga viral para maiores informações sobre quando considerar a troca de medicamentos.

Uma mudança de tratamento deve, idealmente, envolver uma troca para uma combinação que contenha medicamentos que você não tenha tomado antes e que não tenham probabilidade de desenvolver resistência cruzada com os tomados anteriormente.

Quanto maior a sua experiência com medicamentos, maior será seu desafio.

Quanto mais rápido sua carga viral baixar para 50 cópias, mais tempo nesse nível deverá permanecer, desde que você continue tomando os medicamentos adequadamente.

Depois de seis meses com uma combinação inicial, sua carga viral deverá ter diminuído, idealmente, para baixo de 50 cópias. Porém, algumas pessoas não reagem bem a esses medicamentos.

Vale lembrar que, mesmo que sua carga viral seja reduzida para baixo de 5.000 cópias, o seu risco de desenvolver doença relacionada ao HIV é ainda bem baixo enquanto sua carga viral permanecer nesse nível.

Alterações na carga viral

As pessoas com carga viral indetectável têm mais probabilidade para sofrer pequenas alterações na sua carga viral de tempos em tempos. Tipicamente, a carga viral pode aumentar de menos de 50 cópias para mais de 100 ou 200 cópias em um único exame e aparecer indetectável no próximo. Isso é comum e não necessariamente indica que seu tratamento esteja falhando. A maioria das alterações na carga viral parece ocorrer devido a erros de exames em laboratório.

No entanto, se a carga viral continuar a aumentar a cada exame ou se permanecer acima de 50 cópias, sem chegar a mais de 500 cópias, isso indica que seu tratamento poderá falhar e você pode vir a desenvolver resistência.

Neste ponto, você deve discutir com seu médico a troca ou intensificação do tratamento (adicionando um outro medicamento). Quanto mais tempo a sua carga viral permanecer detectável, enquanto estiver em sua combinação atual, mais provavelmente você desenvolverá resistência aos medicamentos.

Contudo, exames de resistência atuais não podem detectar resistência, até que sua carga viral esteja acima de 1.000 – 2.000 cópias.