Conhecer métodos adicionais de prevenção do VIH não altera intenção dos homens gay de usar o preservativo

Roger Pebody
Published: 15 September 2014

De acordo com um estudo experimental publicado em Setembro na revista AIDS & Behavior, as intervenções de promoção de saúde podem combinar informação sobre preservativos e métodos biomédicos de prevenção alternativos, sem minar as atitudes e intenções de usar preservativo.

“Os nossos resultados são inconsistentes com a teoria de compensação de risco, que defende que o uso de uma abordagem de prevenção biomédica leva a atitudes e intenções menos positivas e a um menor uso de preservativo” comentam os autores.

Geralmente, as mensagens educativas de saúde encorajam os indivíduos a ter um único curso de ação, sem considerar opções alternativas. Tem havido pouca investigação sobre a forma como a múltipla receção de mensagens de prevenção afeta as atitudes e intenções para o uso do preservativo. Os preservativos continuam a ser uma forma particularmente eficaz e barata de prevenir a transmissão da infeção pelo VIH para os que gostam de usá-los.

Portanto, os investigadores realizaram uma experiência na qual os homens seronegativos para a infeção pelo VIH assistiam a vídeos informativos sobre diferentes tópicos de prevenção. Foram realizados quatro vídeos de prevenção do VIH, cada um focado unicamente em preservativos, profilaxia-pré exposição (PrEP), profilaxia pós-exposição (PEP) e microbicidas retais.

Cada vídeo tinha um estilo semelhante, oferecendo uma gama semelhante de factos sobre o custo financeiro do método, eficácia na prevenção da infeção, forma de usar, efeitos secundários e impacto no prazer sexual. Os participantes foram randomizados para assistirem a um, dois ou os quatro vídeos em conjunto. Posteriormente, os investigadores perguntaram qual a probabilidade de usarem os métodos de prevenção de entre os que tinham acabado de observar. Para além disso, os participantes foram questionados sobre as vantagens e desvantagens do sexo com e sem preservativo.

Foi recrutada uma amostra de 803 homens gay negativos para a infeção pelo VIH através de publicidade no Facebook dirigida a utilizadores nos Estados Unidos da América. De notar que os homens desta amostra reportaram taxas elevadas de uso de preservativo – quatro em cada cinco disseram que usaram sempre preservativo com os parceiros ocasionais no último ano.

Os investigadores quiseram confirmar que ouvir falar sobre opções alternativas de prevenção não faria com que as pessoas se sentissem menos favoráveis ao uso de preservativo. Os resultados foram muito tranquilizadores – não houve diferença significativa entre os participantes na intenção de usar preservativo, nem na sua avaliação sobre os custos e benefícios dos preservativos, de acordo com os vídeos que observaram.

Este também foi o caso das intenções de usar a PPE, PrEP e microbicidas retais. Obter informações sobre outras opções de prevenção ou não teve impacto na intenção de uso de um método específico (ex. microbicida) ou não foi associada a uma maior intenção de as usar (PEP, PrEP).

Os resultados foram consistentes para os homens que reportaram sexo com uso de preservativo com parceiros ocasionais, bem como para os que não o fizeram.

“Em resumo, os nossos resultados sugerem não haver diferenças nas atitudes e intenções em relação ao uso de preservativo ou no sexo sem o uso do mesmo, quando os homens que têm sexo com homens (HSH) receberam mensagens breves sobre preservativos e múltiplas abordagens de prevenção biomédicas”, concluíram os investigadores. Os resultados devem encorajar aqueles que planeiam disseminar informação sobre opções biomédicas de prevenção, comentaram.

Referência

Mustanski B et al. Effects of Messaging About Multiple Biomedical and Behavioral HIV Prevention Methods on Intentions to use Among US MSM: Results of an Experimental Messaging Study. AIDS and Behavior 18: 1651-1660, 2014.

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